Com a proximidade do início das aulas, começa a corrida pelo material escolar. Por este motivo, o Procon de Campos disponibiliza para o consumidor dicas importantes para economizar e sua pesquisa anual de preços, realizada em sete papelarias da cidade, no dia 16 de Janeiro.  Antecipar a compra é um passo fundamental para evitar preços mais altos e longas filas nas papelarias, tão comuns no período de volta às aulas. No entanto, antes de ir às compras, é importante que o consumidor fique atento às exigências feitas pelas escolas, pois não é raro haver abusos.

 

► Dicas de compras e economia

 

Antes de ir às compras, pesquise os preços. Também é recomendado mais cautela na hora das “promoções” já que, em muitos casos, as lojas vendem produtos mais em conta, mas na verdade, repassam um valor mais alto em outros produtos;

 

Para economizar, antes de sair às compras, verifique quais os itens que restaram do período letivo anterior (tesouras, pastas, estojos de lápis de cor, canetas, etc) e avalie a possibilidade de reaproveitá-los. Em seguida, faça uma pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos;

 

Caso decida adquirir material escolar importado, além da nota fiscal e de todas as exigências aplicadas aos nacionais, o produto deve conter informações precisas em língua portuguesa, prazo de validade, identificação e o endereço do importador;

 

A nota fiscal deve ser fornecida pelo vendedor. Em caso de problemas com a mercadoria, é necessário apresentá-la, portanto exija sempre a nota fiscal. Se os produtos adquiridos apresentarem algum problema, mesmo que estes sejam importados, o consumidor tem seus direitos resguardados pelo CDC. Os prazos para reclamar de vícios aparentes (fácil identificação) são: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis;

 

Evite levar os filhos na hora da compra. Eles geralmente tendem a desejar produtos de marca e da moda, que são normalmente mais caros e não necessariamente de melhor qualidade;

 

Fique de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor.

 

► Lista de Material Escolar:

 

Nas listas solicitadas pelas escolas não devem constar produtos que não sejam para uso específico do aluno. O colégio não pode pedir material de expediente como álcool, tinta para impressora, papel higiênico, etc. Estes produtos já estão embutidos nos custos das escolas;

 

As escolas só podem pedir itens diretamente relacionados ao processo didático pedagógico do aluno;

 

O estabelecimento não pode exigir marca, modelo ou estabelecimento comercial a ser adquirido o material;

 

O uniforme escolar pode ser comercializado exclusivamente na instituição de ensino ou em outro estabelecimento indicado pelo estabelecimento, não incorrendo em prática abusiva, pois se trata de segurança da instituição quanto a sua logomarca e também para o aluno. Contudo, o preço oferecido deve estar de acordo com o praticado no mercado de consumo;

 

Na hora da compra cabe ao consumidor avaliar a qualidade e o preço de produtos similares que também podem atender as necessidades, com economia. Produtos sofisticados ou com características de brinquedos podem distrair a atenção da criança, prejudicando o seu desempenho. O material constitui instrumento de trabalho para o aprendizado e, portanto, deve ser adequado à sua finalidade;

 

Os produtos de limpeza para uso coletivo, material de higiene pessoal ou material de expediente devem ser ignorados, visto que este tipo de material é de responsabilidade da instituição de ensino, e já está sendo pago pelo consumidor no ato do pagamento da mensalidade escolar.