O preço médio da cesta básica caiu em março em 12 das 20 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) ao longo do ano. As reduções mais expressivas ocorreram em Salvador (-4,07%), Recife (-3,82%) e Belém (-3,24%). Já as maiores altas foram registradas nem Campo Grande (2,60%) e Curitiba (2,22%).

 

No primeiro trimestre, entretanto, 18 municípios acumularam aumento, com destaque para Curitiba (7,12%), Vitória (6,59%) e Brasília (6,54%). As reduções aconteceram em Goiânia e Aracaju, com recuo de -0,07%. O Rio de Janeiro teve a cesta mais cara do país em março (R$ 441,19), seguido por São Paulo (R$ 437,84), Porto Alegre (R$ 434,70) e Florianópolis (R$ 426,79). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 322,88) e Aracaju (R$ 339,77).

 

A Superintendência do Procon/Campos, em sua pesquisa mensal da cesta básica, realizada em 6 (seis) distintas redes de supermercado do município, nos dias 22 e 23 de Março, avaliou a cesta do município em R$ 355, 75. Entre fevereiro e março de 2018, as quedas predominaram no preço da batata, do açúcar refinado, feijão, café em pó e óleo de soja. Já os preços da banana e do leite integral mostraram tendência de alta na maior parte das cidades.

 

Em março de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica no Brasil foi de 88 horas e 07 minutos. Em fevereiro de 2018, a jornada necessária ficou em 88 horas e 38 minutos. Em março de 2017, o tempo era de 90 horas e 33 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em março, 43,54% para adquirir os mesmos produtos que, em fevereiro, demandavam 43,79% e, em março de 2017, 44,74%.

 

O trabalhador campista cuja remuneração equivale ao salário mínimo, por sua vez, necessitou cumprir jornada de trabalho, em março, de 81 horas e 58 minutos. Em relação ao salário mínimo liquido, descontado o imposto previdenciário de 8%, a cesta básica tomou 41% do valor recebido.