A Superintendência do Procon/Campos, na pesquisa da Ceia de Páscoa, realizada em oito supermercados, localizados em distintos pontos da cidade, nos dias 22 e 23 de março, identificou importantes variações entre os itens pesquisados. O tradicional bacalhau, tipo saithe, por exemplo, apresentou variação de 74% do local mais caro, R$ 44,99, para o mais barato, R$ 25,90 o quilo. O não menos tradicional Azeite Gallo, de 500ml, por sua vez, registrou uma variação de 59%.

 

Em todo o país, a cesta de Páscoa registrou aumento de 2,61%, em comparação com o ano passado, segundo pesquisa divulgada na segunda-feira (26), pelo Instituto Brasileiro da Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE).  A taxa está abaixo da inflação acumulada entre abril de 2017 e março deste ano pelo IPC-10 da FGV, que foi de 2,87%. 
 
 
Entre os alimentos de maior consumo na Páscoa, os que mais tiveram elevação foram: batata-inglesa (16,18%), sardinha em conserva (11,82%) e atum (5,74%). “Em comparação com 2017 houve aceleração dos preços, mas os principais itens do almoço da Páscoa como o bacalhau (-9,37%) e o azeite (-0,65%), apresentaram queda nos preços, fato que pode aliviar as despesas com a ceia. Em 2017, a cesta havia subido 0,36% e os produtos de Páscoa esse ano subiram 2,61%”, explica André Braz, coordenador do IPC do FGV-IBRE. 
 
 
O economista destacou que o consumidor deve ficar atento em relação aos preços praticados mais próximos à data. “A pesquisa não mostra, em definitivo, o que o consumidor vai encontrar para a Páscoa. Só medimos o que aconteceu com os preços nos últimos 12 meses até março deste ano. Às vésperas, além desse aumento de 4,79% do pescado fresco já registrado, o preço do peixe pode subir mais porque a demanda aumenta na véspera da Páscoa”, acrescentou André Braz.