Segundo levantamento divulgado na ultima terça-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio da gasolina para o consumidor final subiu 9,16% em 2017, terminando o ano cotado a R$ 4, 08.  Na última semana de 2016, o combustível valia R$ 3,75. O preço do diesel, por sua vez, subiu 9,01% em 2017, terminando o ano a R$ 3,32. Os aumentos estão bem acima da inflação esperada para 2017, que deve ficar em torno de 2,78%, segundo as expectativas do Banco Central.

                                                        

Na comparação entre os estados, o Rio de Janeiro fechou com o segundo maior preço médio da gasolina no país, R$ 4, 49, registrando uma alta de 12,9% ao longo do ano, atrás apenas do Acre, cuja gasolina chegou a R$ 4,81.

 

De acordo com o levantamento mensal dos combustíveis, realizado desde março pela Superintendência do Procon/Campos, a média de preço da gasolina no município fechou dezembro a R$ 4,30. No entanto, ainda que abaixo da média do Rio de Janeiro, o valor do combustível apresentou o mesmo percentual de aumento do estado, 12%. A gasolina que era encontrada, em média, por R$ 3,79 o litro, no mês de Junho, encerrou o ano cotada a R$ 4,30.

 

O órgão de defesa do consumidor ressalta que, com o aumento do governo federal das alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis,  mais da metade do valor pago pelo litro da gasolina no Estado do Rio de Janeiro corresponde a impostos. Segundo cálculos feitos por especialistas, somados os 15,9% dos impostos federais (PIS, Cofins e Cide), com 35,1% de ICMS, a carga de impostos totais nos preços da gasolina chega a 51%. Antes do aumento, o total da carga tributária na gasolina no Rio, que tem o IMCS mais elevado do país, era de 45,2%.