Todos os meses, tendo em vista informar a sociedade e o trabalhador campista sobre o poder de compra do salário mínimo, o Procon municipal realiza a pesquisa de preço dos itens que compõem a cesta básica. A coleta tem por base o estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que define a mesma cesta para todo o Brasil. A apuração do valor dos 13 itens que compõem a cesta básica, e suas respectivas quantidades, foi realizada em 7 redes de supermercados do município, nos dias 19 e 20 de Julho.

 

Em comparação com o mês de junho, o preço médio da cesta básica teve uma redução de 2%, totalizando o valor de R$ 347, 16 no sétimo mês do ano. Nove alimentos apresentaram queda em relação ao mês anterior, foram eles: Açúcar (-3%); Arroz (-4%); Farinha de Trigo (-14%); Leite Integral (-8%); Óleo de Soja (-4%); Margarina (-3%); Carne/Alcatra (-9%); Batata Inglesa (-40%) e Banana Prata (-22%).  Apenas quatro produtos apresentaram alta de um mês para o outro: Feijão Preto (5%); Café em pó (1%); Pão Frances (3%) e Tomate (65%). De acordo com a superintendência do Procon, a queda nos preços dos alimentos se deve, principalmente, a dois fatores: safra recorde da produção agrícola aliada à redução da demanda, provocada por fatores como a recessão econômica e o desemprego.

 

 

Considerando a jornada de trabalho mensal brasileira de 220h, o trabalhador campista teve que despender 81 horas e 45 minutos para adquirir suas provisões alimentares básicas, 1 hora e 23 minutos a menos do que no mês anterior. Em relação ao salário mínimo liquido, descontado o imposto previdenciário de 8%, a cesta básica tomou 40% do valor recebido.   

 

 

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0, 24% no mês de Julho, segundo dados divulgados quarta-feira, dia 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o IPCA está em 1,43%  até o presente mês, bem menor do que os 4, 96% registrados em igual período do ano passado. Em julho, mesmo com o grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 25% das despesas das famílias, apresentando queda pelo terceiro mês consecutivo (-0,47%), os grupos Habitação (1,64%) e Transportes (0,34%) pressionaram para cima o resultado do mês. A energia elétrica, do grupo Habitação, foi o item que mais contribuiu para o resultado de julho. Isso ocorreu devido à entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, a partir de 01 de julho, representando uma cobrança adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos. No grupo Transportes, o destaque são os combustíveis (0,92%) devido ao anúncio, no mês de julho, do aumento na alíquota do PIS/COFINS.

 

CENÁRIO NACIONAL

 

Em julho de 2017, na media das capitais brasileiras, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 90 horas e 40 minutos, semelhante ao de junho, que foi de 90 horas e 43 minutos. Em julho de 2016, o tempo era de 103 horas e 08 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 44,79% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em junho, demandavam 44,83%. Em julho de 2016, o percentual foi de 50,95%.