A pesquisa mensal dos preços dos produtos que compõem a cesta básica apontou, em Junho, para os menores valores no primeiro semestre do ano em Campos. A pesquisa é realizada pela superintendência do Procon e tem por base o estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que define a mesma cesta para todo o Brasil. A apuração do valor dos 13 itens, e suas respectivas quantidades, foi realizada em 7 redes de supermercados do município, nos dias 21 e 22 de Junho.

 

 

Em comparação com o mês de maio, o preço médio da cesta básica teve uma redução de 7,63%, totalizando o valor de R$ 354, 18 no sexto mês do ano. Dez alimentos apresentaram queda em relação ao mês anterior, foram eles: Arroz (-7%); Farinha de Trigo (-4%); Leite Integral (-1%); Café em pó (-22%); Óleo de Soja (-2%); Pão Frances (-2%); Carne/Alcatra (-2%); Batata Inglesa (-24%); Tomate (-35%) e Banana Prata        (-16%).  Apenas três produtos apresentaram alta de um mês para o outro: Açúcar (3%); Feijão Preto (5%) e Margarina com sal (7%). Considerando a jornada de trabalho mensal brasileira de 220h, o trabalhador campista teve que despender 83 horas e 08 minutos para adquirir suas provisões alimentares básicas, 6 horas e 46 minutos a menos do que no mês anterior. Em relação ao salário mínimo liquido, descontado o imposto previdenciário de 8%, a cesta básica tomou 41% do valor recebido.   

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no dia 7, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve deflação de 0,23% no mês de junho, a primeira em 11 anos. O resultado é o mais baixo para um mês de junho desde o início do Plano Real. Em junho, os três grandes grupos que, juntos, concentram 59% das despesas domésticas, foram os que tiveram as quedas mais intensas: alimentação (-0,50%), habitação (-0,77%) e transporte (-0,52%). A superintendência de defesa do consumidor destaca, como fatores que contribuíram para esse resultado, a demanda retraída pela crise econômica, considerando o desemprego e a perda de renda, e a safra recorde de alimentos presenciada esse ano.

 

 

Cenário Nacional.

O custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 23 capitais brasileiras e aumentou em 4, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE. Na media nacional, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 90 horas e 43 minutos, menor que o de maio, quando ficou em 92 horas e 43 minutos. Em junho de 2016, o tempo era de 101 horas e 09 minutos. O trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, 44,83% do salário mínimo liquido para adquirir os mesmos produtos que, em maio, demandavam 45,81%. Em junho de 2016, o percentual foi de 49,98%.