O departamento de educação e pesquisa da superintendência do Procon/Campos acaba de divulgar a pesquisa mensal da Cesta básica do município. A apuração do valor dos 13 itens que compõem a cesta básica foi realizada em 7 redes de supermercados do município, nos dias 18 e 19 de abril. Em comparação com o mês anterior, o preço médio da cesta básica teve um aumento de 3%, totalizando o valor de R$ 393,91 no quarto mês do ano. Cinco alimentos apresentaram alta em relação a março, foram eles: Tomate (42%); Batata inglesa (22%); Margarina (10%); Leite integral (2%) e Arroz (9%). Já em relação aos produtos que apresentaram queda de preços no mês de abril, foram eles: Açucar (-1%); Farinha de trigo (-8%); Feijão preto (-2%); Café em pó (-16%); Óleo de Soja (-13%) e Carne/Alcatra (-5%). Considerando a jornada de trabalho mensal brasileira de 220h, o trabalhador campista teve que despender 92 horas e 29 minutos para adquirir suas provisões alimentares básicas, 2 horas e 33 minutos a mais do que no mês anterior. Em relação ao salário mínimo liquido, descontado o imposto previdenciário de 8%, a cesta básica tomou 46% do valor recebido.

 

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada pelo IBGE nesta quarta feira, dia 10, perdeu força de março para abril, passando de 0,25% para 0,14%, a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real. No acumulado do ano, o indicador está em 1,10%, abaixo dos 3,25% registrados entre janeiro e abril de 2016. Os preços foram impactados principalmente pelas contas de energia elétrica, que ficaram 6,39% mais baratas, ajudando as despesas com habitação a caírem 1,09% em abril, e pela queda dos preços dos combustíveis. O segmento de alimentação e bebidas, entretanto, registrou aumento de 0,58%, puxado pelo avanço nos preços de produtos como o tomate e a batata-inglesa. Coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina Nunes, esclarece que: “A expectativa é de que a safra de grãos tenha aumento de 230 milhões de grãos [neste ano] em relação a 2016, mas em abril teve entresafra de produtos como tomate e batata para que a oferta diminuísse. No caso do tomate, a safra neste ano foi enorme e isso levou os produtores a reclamarem de prejuízos e eles fizeram com que a safra diminuísse um pouco. Teve destruição para elevar o preço.”

 

CENÁRIO NACIONAL

Em abril de 2017, segundo a pesquisa mensal realizada pelo Diiese (Departamento intersindical de estatística e estudos socioeconômicos), o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 93 horas e 17 minutos, maior que o de março, que totalizou 90 horas e 33 minutos. Em abril de 2016, o tempo era de 96 horas e 26 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, 46,09% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em março, demandavam 44,74%. Em abril de 2016, o percentual foi de 47,64%. 

 

Para mais informações, http://www.procon.campos.rj.gov.br/pesquisashttp://www.dieese.org.br/ e http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201704_1.shtm